» » » Faleceu Telmo Moraes fundador do Museu do Surfe de Cabo Frio.

Cabo Frio. Faleceu neste domingo (19/08) Telmo Moraes, de 66 anos, fundador do Museu Internacional do Surfe em Cabo Frio. De acordo com informações da prefeitura, ele teve falência múltipla dos órgãos e será cremado. O município decretou luto de três dias. Telmo morreu um dia após completar 66 anos, comemorados no sábado (18/08). Ele sofreu três AVCs e estava internado há cerca de um mês no centro de terapia intensiva (CTI) do Hospital Lourenço Jorge, no Rio de Janeiro. [Continua abaixo] 
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Natural do Rio de Janeiro, ele se mudou para Cabo Frio em 1978. Apaixonado pelas ondas, o surfista começou o acervo que compõe o Museu do Surfe na sala da casa onde morava, no bairro Peró.

Família prepara homenagem

Ainda de acordo com informações da prefeitura, a família de Telmo prepara uma homenagem no sábado (25/08), quando as cinzas do surfista serão lançadas ao mar, às 08hs, na Praia do Forte. O ponto escolhido será na direção do Museu do Surf.

De acordo com a nota divulgada pelo município, que foi enviada pela família, "o objetivo é reunir todos os amigos com suas pranchas e fazer uma incrível homenagem para esse cara que foi incrível, no sentido real da palavra". A família pede que as pessoas não vistam preto durante a homenagem.

Sobre o Museu

O museu do surfe foi inaugurado em 2012 com um acervo de 823 pranchas de surf, body board e long board. Em 2016, ganhou um novo espaço, na Praça da Cidadania, próximo à Praia do Forte. O local é um dos mais procurados em Cabo Frio. Os dados da prefeitura apontam para cerca de 200 mil visitantes somente no ano de 2018.

O museu é o maior do gênero das Américas Latina e Central e o terceiro maior do mundo. Guarda relíquias que contam a história do surf mundial e também de grandes nomes da modalidade. Fazem parte do acervo, filmes, documentos, miniaturas, revistas, quadros, troféus e pranchas.

Peças raras fazem parte do acervo. Uma delas é a prancha utilizada pelo havaiano Michael Ho, vencedor da etapa de Pipeline de 1982. A peça foi feita pelas mãos do lendário surfista australiano Simon Anderson, que, em 1981, foi o primeiro a desenhar pranchas com três quilhas, que até hoje são utilizadas na prática do esporte. Em 2015, a etapa foi conquistada pelo Brasileiro Adriano de Souza, o "Mineirinho", em um momento histórico para o esporte brasileiro.

Outra raridade é uma prancha, a mais antiga do acervo, de 1964, ano em que as primeiras pranchas de surfe feitas de fibra de vidro chegaram ao Brasil. O visitante poderá ver também uma réplica de 1920 de uma prancha modelo "Alaia" feita pelo historiador do surf Wagner Cataldo, amigo e colaborador do projeto. Fonte: G1


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