» » » » Educação inicia greve por tempo indeterminado em Cabo Frio.

Profissionais da Educação de Cabo Frio, iniciaram nesta quinta-feira (09/11) greve por tempo indeterminado para cobrar pagamentos atrasados. A rede pública tem 87 unidades escolares e 32 mil alunos, mas o Sepe Lagos não informou a adesão dos profissionais à greve para saber quantas escolas estão sem aulas. Segundo o Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação, a categoria cobra o pagamento do salário do mês de novembro, 13º salário de 2015, mudança de níveis, triênio, vale transporte e enquadramento. A cidade possui 6.117 servidores da Educação. [Continua abaixo] 
A greve iniciada nesta quinta-feira foi decidida durante uma assembleia no dia 25 de outubro, quando os profissionais retomaram às aulas após uma paralisação que durou 15 dias. De acordo com Denise Teixeira, representante do sindicato, na assembleia ficou definido que se o pagamento do mês de novembro não fosse realizado até o dia 9, os profissionais iriam cruzar os braços novamente. 

"Ainda estamos com as mesmas reivindicações das paralisações anteriores, mas o pagamento é emergencial. É questão de sobrevivência", disse Denise. Por meio nota, a Prefeitura informou que "irá realizar nesta sexta-feira (10) o pagamento dos funcionários da Educação que recebem com recursos do Fundeb, e que seguirá realizando o pagamento de todos os servidores de acordo com a entrada de recursos nas contas"

Foi informado também que "as secretarias de Educação e Saúde estão fazendo levantamentos para avaliar se houve adesão de servidores à paralisação. As repartições públicas e unidades de saúde estão funcionando nesta quinta".

Fim do ano letivo só em 2018

Em entrevista ao Bom Dia Inter TV, Alessandro Teixeira, secretário de Educação de Cabo Frio, informou em uma entrevista exibida no Bom Dia Inter TV que o ano letivo da rede municipal só irá terminar em 2018. De acordo com ele, "com essas novas paralisações não vemos possibilidade alguma de terminar o ano letivo de 2017 no calendário civil de 2017"

Dos últimos 60 dias, a categoria ficou paralisada por 34 devido a greve por atraso de salário. A última ocorreu no dia 10 de outubro, quando os profissionais ficaram paralisados por 15 dias antes de realizar a assembleia decidindo pelo fim da greve. 

No fim de setembro o sindicato e a Prefeitura se reuniram no Ministério Público para discutir o mínimo investido pela Prefeitura na Educação da cidade. Na época, de acordo com o sindicato, apenas 18% do orçamento do município era destinado à Educação. Após a reunião a categoria suspendeu a paralisação, mas permaneceu em estado de greve. Fonte: G1


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